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Monday, 18 May 2015

O que constitui uma boa experiencia de parto?


Todas as mulheres em qualquer parte do mundo desejam que a sua experiencia do parto seja especial, maravilhosa e memorável, independentemente de planearem um parto natural, um parto induzido ou uma cesariana.


Segundo vários estudos feitos em paises tão diversos como Reino Unido, China, França, Arábia Saudita, etc, o modo como cada mãe avalia a sua experiencia do parto: como uma experiencia positiva, negativa ou traumática, depende de dois factores principais. Estes factores são:
  1. Se as expectativas da mãe em relação ao parto coincidem com o que realmente sucede. 
  2. Se a mãe sente que esteve envolvida nas decisões que foram tomadas em relação aos cuidados durante o parto, mesmo se estes cuidados ou intervenções não faziam parte do seu plano inicial. 
Os estudos indicam que quando as mulheres avaliam a sua experiencia de parto, o nível de dor durante o parto é considerado menos importante do que sentirem-se impotentes relativamente às decisões que são tomadas. Assim sendo, o sentimento de impotência parece ser o mais determinante na avaliação da experiencia do parto. 

Com base nestes resultados, cientistas belgas concluiram em 2007 que, não é a condução do parto através da redução da dor, que leva a um sentimento de satisfação relativamente à experiencia do parto, mas sim o empoderamento das mulheres, permitindo a sua participação activa nas decisões que são tomadas. 

Estes estudos indicam também que os profissionais de saúde têm perspectivas diferentes das mães em relação à experiencia do parto, sendo no geral mais favoráveis a intervenções médicas e menos propensos a ir ao encontro das necessidades da mãe. 

Por esta razão é muito importante que a grávida e o/a acompanhante expressem claramente e honestamente ao pessoal médico as suas emoções e expectativas, incluindo receios, frustrações, incertezas e sentimentos negativos. Criando-se assim uma oportunidade para que os profissionais de saúde possam mais adequadamente responder humanamente as estas emoções, desejos e necessidades. 



Fonte: The Doula Guide to Birth: secrets every pregnant woman should know, Ananda Lowe & Rachel Zimmerman, Bantam Books, 2009, USA.

Sunday, 26 April 2015

Acompanhamento hospitalar da grávida – Lei nº15/2014

A lei nº15/2014 vem clarificar os direitos relativamente ao acompanhamento hospitalar da mulher grávida durante o parto
 

Alguns dos pontos principais desta lei:
1. O direito à mulher grávida de acompanhamento durante todas as fases do trabalho de parto, por qualquer pessoa por si escolhida.
2. Este direito pode ser exercido independentemente do período do dia ou da noite em que o trabalho de parto ocorrer.
3. No entanto, esta lei prevê uma excepção para situações clínicas graves, caso o acompanhamento seja considerado desaconselhável pelo médico obstetra. Nestas situações a grávida e o acompanhante devem ser sempre correctamente informados das razões para tal pelo pessoal responsável.

É bom demonstrar que conhece a existência desta lei e o seu conteúdo, caso discorde do modo como esta está a ser aplicada. Se considera que no seu caso não foi aplicada correctamente deve fazer uma reclamação junto da instituição hospitalar. 

 
Como reclamar de Hospitais e Serviços de Saúde (ligação ao site da deco.proteste.pt)

Wednesday, 5 November 2014

Um bebé saudável é o mais importante, mas não é tudo...

Um bebé saudável é o mais importante, mas não é tudo o que importa!

A mãe também é importante: o seu estado emocional, o modo como foi tratada e respeitada.
Quando nasce um bebé, a mãe também 'renasce'. Se ela se sente destroçada, deprimida ou traumatizada, como é que isso afecta o bebé? Será isso saudável?

Um artigo (em inglês) muito bonito e verdadeiro da fundadora do movimento internacional 'The Positive Birth Movement'.

Pelo Direito ao Parto Normal

JÁ CONHECE ESTE DOCUMENTO PUBLICADO PELA ORDEM DOS ENFERMEIROS EM 2012?

Neste documento o Bastonário da OE afirma, entre outros:
«As mulheres grávidas e suas famílias continuam a encontrar nas maternidades públicas e privadas um excesso de medicalização e instrumentalização do parto, sem conhecerem ainda o direito a um parto normal, como é defensável pela Organização Mundial de Saúde e pela Ordem dos Enfermeiros».

"Apesar de Portugal se congratular, e muito bem, com as conquistas ao nível da Saúde Materna, Neonatal e Infantil, a verdade é que não nos podemos conformar ou, sequer, orgulhar com as elevadas taxas de cesariana e de indução de trabalho de parto praticadas pelo país, devido a interesses instalados e que nos colocam no topo da Europa pelas piores razões. Alias, a banilização destas práticas tem sido condenável pela OMS, (...)".

VALE A PENA LER E DIVULGAR... O Documento na integra


Confiem no parto!

Dr. Radmila Jovanovic, obstetra e grande defensora do parto natural humanizado e do parto na água - Que mensagem pode deixar às mulheres para não tenham tanto medo do parto?

Confiem na vossa capacidade feminina. Informem-se bem e acreditem que o parto é um processo de crescimento. Tentem viver o parto da forma que o desejam viver, mas não pensem que falharam se não o conseguirem ter. Confiem no acontecimento em si.

Artigo completo, "Confiem no parto", Revista 'Pais & Filhos'.

Thursday, 9 October 2014

Já preparou o seu PLANO de PARTO?

Fazer um plano de parto é uma oportunidade para a mulher expressar os seus desejos e assumir-se como protagonista do nascimento do bebé.
Além disso, obriga-a a conhecer bem os procedimentos médicos utilizados nos hospitais e a reflectir sobre eles. O que, só por si, aumenta a sua auto-confiança e afasta o medo.

Os planos de parto surgem como resposta à crescente medicalização do nascimento. Apesar de as mais recentes evidências científicas demonstrarem que muitas das práticas envolvidas no parto são desnecessárias ou mal aplicadas, vários hospitais continuam a segui-las apenas por uma questão de hábito. 


Pode obter mais informação sobre os planos de parto e em como preparar o seu em:


Recomendações da OMS na Assistência ao Parto

O documento que todas as mulheres grávidas em Portugal deveriam conhecer: Recomendações da OMS na Assistência ao Parto 

Em 1996 a Organização Mundial de Saúde publicou um estudo que apresenta directrizes universais nos cuidados maternos e assistência ao parto em mulheres sem complicações durante o trabalho de parto e o parto. Estas directrizes reflectem o consenso de um grupo internacional de especialistas e respondem à proliferação cada vez mais generalizada nos países ocidentais (e também já em países em vias de desenvolvimento), de práticas obstétricas para aumentar, acelerar e regular o processo fisiológico do parto.

O estudo analisa a evidencia científica existente quanto à eficácia e segurança de 59 procedimentos obstétricos de rotina e classifica estes procedimentos e práticas em:
A. Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas
B. Condutas claramente prejudiciais ou ineficazes e que deveriam ser eliminadas
C. Condutas sem evidência suficiente para fomentar uma recomendação e que, deveriam ser usadas com precaução, enquanto pesquisas adicionais não as tornarem evidentes

A lista das recomendações pode ser encontrada em: Bionascimento & Mimo-Natura




Friday, 3 October 2014

O importante não é só um bebé saudável...

newborn
Um bebé saudável é o mais importante, mas não é tudo o que importa!
A mãe também é importante: o seu estado emocional, o modo como foi tratada e respeitada.
Quando nasce um bebé, a mãe também 'renasce'. Se ela se sente destroçada, deprimida ou traumatizada, como é que isso afecta o bebé? Será isso saudável?
Um artigo muito bonito e verdadeiro! Ler o artigo.


Thursday, 2 October 2014

A liberdade de um pais ...



"The freedom in a country can be measured by its freedom of birth" 


" A liberdade de um pais mede-se pela liberdade no nascimento"

Agnes Gereb